{"id":265,"date":"2023-01-17T11:05:00","date_gmt":"2023-01-17T11:05:00","guid":{"rendered":"https:\/\/thiagomove.com.br\/?p=265"},"modified":"2023-01-17T02:58:54","modified_gmt":"2023-01-17T02:58:54","slug":"o-que-o-maior-estudo-sobre-lesoes-em-posterior-de-coxa-tem-a-nos-dizer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/thiagomove.com.br\/?p=265","title":{"rendered":"O que o maior estudo sobre les\u00f5es em posterior de coxa tem a nos dizer?"},"content":{"rendered":"\n<p>Recentemente, foi publicado no <em>British Journal of Sports Medicine (BJSM)<\/em> o maior estudo epidemiol\u00f3gico sobre les\u00f5es musculares em posteriores de coxa no futebol. Foram analisadas 20 temporadas, iniciadas em 2001\/2002 e terminada na temporada de 2021\/2022.<\/p>\n\n\n\n<p>O estudo <em>Hamstring injury rates have increased during recent seasons and now constitute 24% of all injuries in men\u2019s professional football: the UEFA Elite Club Injury Study from 2001\/02 to\u00a02021\/22<\/em> foi publicado por pesquisadores da Su\u00e9cia, Canad\u00e1 e Londres.<\/p>\n\n\n\n<p>Dentro desse estudo foram inclu\u00eddos atletas profissionais das principais ligas do mundo, pertencentes \u00e0 UEFA.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas afinal, que resultados ele nos trouxe?<\/p>\n\n\n\n<p>Olhando o resultado bruto, as les\u00f5es aumentaram proporcionalmente. Elas passaram de 10% para 24% das les\u00f5es totais dentro do futebol. Al\u00e9m disso, o n\u00famero de les\u00f5es estruturais passou a ser maior quando comparado com les\u00f5es que n\u00e3o s\u00e3o estruturais (les\u00f5es funcionais).<\/p>\n\n\n\n<p><em>*Podemos dividir as les\u00f5es musculares em dois grandes grupos: les\u00f5es funcionais, onde n\u00e3o h\u00e1 les\u00e3o tecidual propriamente dita, apenas dor; e les\u00f5es estruturais, onde ocorre a les\u00e3o tecidual.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Analisando todas as 20 temporadas, percebemos que maior parte das les\u00f5es tamb\u00e9m ocorreram por movimento de corrida e <em>sprint<\/em>, ou seja, correndo em alta velocidade. Por algum tempo falou-se que as les\u00f5es vinham majoritariamente de movimentos de desacelera\u00e7\u00e3o, pois n\u00e3o \u00e9 o que este levantamento trouxe.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m j\u00e1 escrevi algumas semanas atr\u00e1s sobre a import\u00e2ncia de gestos de sprint dentro da preven\u00e7\u00e3o de les\u00f5es. Para acessar basta clicar <a href=\"https:\/\/thiagomove.com.br\/?p=183\">aqui.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Claro que a desacelera\u00e7\u00e3o precisa ser controlada tamb\u00e9m, para que as les\u00f5es n\u00e3o ocorram desta forma, por\u00e9m apenas fortalecer com foco na fase exc\u00eantrica (como \u00e9 o caso do exerc\u00edcio <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=zLHhy2himh4&amp;feature=youtu.be\">N\u00f3rdico<\/a>) n\u00e3o vai resolver todo seu problema. \u00c9 o mesmo que buscar o alimento milagroso para emagrecer, n\u00e3o surtir\u00e1 efeito se o entorno n\u00e3o for controlado.<\/p>\n\n\n\n<p>Dentro das 20 temporadas, 18% das les\u00f5es voltaram a acontecer, sendo que 1\/3 destas voltaram a ocorrer dentro de at\u00e9 dois meses. Este dado nos mostra a aten\u00e7\u00e3o que devemos ter em cumprir todas as etapas do tratamento para que o atleta n\u00e3o volte a frequentar o departamento m\u00e9dico (DM).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Bom, mas o que de fato estes resultados nos dizem?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Primeiro, o futebol est\u00e1 cada vez mais f\u00edsico. O papel da fisiologia, da prepara\u00e7\u00e3o f\u00edsica e da recupera\u00e7\u00e3o s\u00e3o cada vez mais fundamentais na performance e na preven\u00e7\u00e3o das les\u00f5es no esporte. Hoje, o atleta corre mais e possui mais a\u00e7\u00f5es em alta intensidade dentro do jogo que comparado com 20 anos atr\u00e1s.<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, mesmo com o avan\u00e7o da ci\u00eancia e tecnol\u00f3gia no entorno do esporte, porque as les\u00f5es aumentaram proporcionalmente \u00e9 o grande questionamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Voc\u00ea notou a palavra que usei? \u201cProporcionalmente.\u201d Por que ela \u00e9 t\u00e3o importante na interpreta\u00e7\u00e3o dos resultados, afinal? Porque a propor\u00e7\u00e3o das les\u00f5es pode ter aumentado com a diminui\u00e7\u00e3o dos outros tipos de les\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Por exemplo, se voc\u00ea tem 10 les\u00f5es musculares e 20 les\u00f5es de entorse de tornozelo em uma temporada, voc\u00ea tem uma les\u00e3o muscular para cada duas de tornozelo (propor\u00e7\u00e3o de 1:2). Agora, se na temporada seguinte voc\u00ea tem 10 les\u00f5es de cada, sua propor\u00e7\u00e3o aumenta em 1:1. Sua propor\u00e7\u00e3o de les\u00f5es passa de 33% para 50%, a propor\u00e7\u00e3o aumentou mesmo com o n\u00famero de les\u00f5es musculares mantendo-se o mesmo.<\/p>\n\n\n\n<p>Ent\u00e3o, a segunda interpreta\u00e7\u00e3o nos passa que o papel da preven\u00e7\u00e3o tem se tornado sim efetivo, por\u00e9m principalmente para as demais les\u00f5es. E como o jogo se tornou muito mais f\u00edsico com dificuldade de recupera\u00e7\u00e3o entre os jogos, aumentou-se tamb\u00e9m o desafio em controlar carga destes atletas para prevenir les\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Um terceiro ponto, sobre o diagn\u00f3stico das les\u00f5es estar representado atualmente maior por les\u00f5es estruturais cabe muito \u00e0 tecnologia atual, que nos permite uma maior acur\u00e1cia nos exames de imagens.<\/p>\n\n\n\n<p>Ent\u00e3o, que conclus\u00f5es podemos tirar a partir dos resultados encontrados no maior estudo epidemiol\u00f3gico de les\u00f5es de isquiostibiais do mundo:<\/p>\n\n\n\n<ol type=\"1\"><li><em>As les\u00f5es ocorrem predominantemente em movimentos de Sprint (61%)<\/em><\/li><li><em>O m\u00fasculo b\u00edceps femoral (79%) \u00e9 mais afetado que semitend\u00edneo e semimembranoso<\/em><\/li><li><em>\u00c9 preciso tem aten\u00e7\u00e3o com controle de carga<\/em><\/li><li><em>A recupera\u00e7\u00e3o muscular deve seguir modelos baseados em evid\u00eancia<\/em><\/li><li><em>O treino de for\u00e7a \u00e9 importante, especialmente na pr\u00e9-temporada e semanas cheias de treino (semana cheia considere apenas 1 jogo na semana)<\/em><\/li><li><em>O tratamento deve ser completo para evitar recorr\u00eancia de les\u00f5es<\/em><\/li><li><em>Aten\u00e7\u00e3o com os n\u00edveis de fadiga, pois maior parte das les\u00f5es ocorrem na parte final dos dois tempos<\/em><\/li><\/ol>\n\n\n\n<p>Os resultados dos estudos epidemiol\u00f3gicos servem para poder direcionar os melhores m\u00e9todos e, assim, estas les\u00f5es possam ser reduzidas. Que os clubes sigam modelos para que estes valores sejam menores nas pr\u00f3ximas temporadas.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>REFER\u00caNCIA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>EKSTRAND, Jan et al. Hamstring injury rates have increased during recent seasons and now constitute 24% of all injuries in men\u2019s professional football: the UEFA Elite Club Injury Study from 2001\/02 to 2021\/22.\u00a0<strong>British Journal of Sports Medicine<\/strong>, 2022.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Recentemente, foi publicado no British Journal of Sports Medicine (BJSM) o maior estudo epidemiol\u00f3gico sobre les\u00f5es musculares em posteriores de coxa no futebol. 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